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Fiocruz celebra Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha


22/07/2021

Roberta Costa (CCS/Fiocruz)

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O Comitê Pró-Equidade de Gênero e Raça da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), realiza no dia 27 de julho (terça-feira), das 10h às 12h, o encontro virtual Mulheres negras no enfrentamento da pandemia da Covid-19, para celebrar o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha e Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra (25/7). O evento tem como objetivo discutir sobre as questões enfrentadas pelas mulheres negras e suas lutas, especialmente no contexto atual da pandemia da Covid-19, e busca ser um espaço de debate e reflexão acerca do racismo enquanto um determinante das iniquidades sociais.

 “O dia 25 de julho, Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, é uma data fundamental para a conscientização acerca das especificidades dos problemas enfrentados pelas mulheres negras. Para além das demandas colocadas pelo movimento feminista pelos direitos das mulheres, a condição étnico-racial exige das mulheres negras e quilombolas um somatório de enfrentamentos – do racismo e do sexismo – na busca por direitos, equidade e justiça social”, declarou analista de gestão em saúde da Coordenação de Saúde do Trabalhador, da Coordenação-Geral de Gestão de Pessoas (CST/Cogepe) e integrante do Comitê Pró-equidade, Cecilia Barbosa.

A transmissão do encontro será feita pelo canal da VideoSaúde Distribuidora da Fiocruz no YouTube, com tradução para a Língua Brasileira de Sinais (Libras). Para dialogar sobre o assunto, foram convidadas: a doutora em saúde pública, Maria Inês Barbosa; a assistente social da Ong Luta pela Paz/Maré, Dayana de Souza; e a coordenadora executiva do CTA/ZM e GT Mulheres da Articulação Nacional de Agroecologia, Beth Cardoso.

A abertura do evento será realizada pela assistente social do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) e integrante da coordenação colegiada do Comitê Pró-equidade, Roseli Rocha; pela mestranda em saúde pública da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp) e integrante do Coletivo Negro da Fiocruz, Roseane Corrêa; e pela pesquisadora do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde da Fiocruz (INCQS) e presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Fiocruz (Asfoc-SN), Mychelle Alves. A mediação ficará por conta da assistente de gestão do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos) e integrante do Comitê, Meony Santos. A live ainda contará com a intervenção artística da poeta e escritora, Maiara Silva.

Para Cecilia, o evento fortalece o compromisso institucional da Fiocruz na defesa da igualdade e da justiça social.  “O debate sobre as desigualdades relativas a relações étnico-raciais e de gênero, por meio da pauta colocada pelo Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, vai ao encontro do posicionamento institucional da Fundação em defesa dos direitos humanos e da valorização da diversidade na perspectiva da equidade, pontuou a psicóloga.

Dia 25 de julho

O Dia da Mulher Negra, Latina e Caribenha foi instituído em 1992, no 1º Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas, na República Dominicana. A data surgiu para dar visibilidade à luta das mulheres negras contra a opressão de gênero, a exploração e o racismo. No Brasil, desde 2014, comemora-se em 25 de julho o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, em homenagem à líder quilombola que ajudou comunidades negras e indígenas na resistência à escravidão no século XVIII.

A data não tem como objetivo festejar: a ideia é fortalecer as organizações das mulheres negras em defesa de direitos e por uma sociedade antirracista, antissexista e mais justa.

“O dia 25 de julho também traz à memória e homenageia mulheres negras e quilombolas que protagonizaram lutas fundamentais para as comunidades negras de seus tempos, que se fazem sentir como avanços e conquistas para a população negra até os dias de hoje”, ressaltou Cecilia.

Comitê

O Comitê Pró-Equidade de Gênero e Raça da Fiocruz foi criado em 2009, para consolidar uma agenda institucional pelo fortalecimento dos temas étnico-raciais e de gênero na Fundação, colaborando para uma constante atualização e reorientação de suas políticas, bem como de suas ações, seja nas relações de trabalho, seja no atendimento ao público e na produção e popularização do conhecimento. Periodicamente, o Comitê realiza atividades de formação e iniciou essa série de encontros virtuais diante das recomendações de distanciamento social para o enfrentamento ao novo coronavírus.

Uma instituição de saúde pública cuida de pessoas. A Fiocruz acredita no conceito de saúde ampliado, em que ter saúde não é apenas o contrário de estar doente. Saúde é um aspecto amplo e que envolve diversas esferas da vida pessoal e em sociedade. Promover cidadania, equidade de gênero e raça e acesso igualitário a oportunidades é também promover saúde. O Comitê Pró-Equidade de Gênero e Raça da Fiocruz, assim como outras frentes de atuação da instituição, entre as quais pesquisa, ensino, assistência, inovação e comunicação, está em constante desenvolvimento para promover saúde ampla para seus mais de 10 mil trabalhadores e para a população brasileira. Todos permanentemente em defesa da vida.

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